Ângela Ferreira

Para a bienal, Ângela Ferreira concebeu uma obra que parte da apropriação da coluna de Luxor que se encontra na Praça da Concórdia em Paris. Memória central da espoliação própria da conquista e da colonização, a história da retirada da coluna do Templo de Luxor, no Egito, e o seu transporte para França, bem como a sua colocação no pedestal onde se encontra, é uma poderosa metáfora sobre o enorme esforço implicado no caráter simbólico da apropriação colonial. Nas fotografias do pedestal do obelisco da Praça da Concórdia, encontra-se o desenho da complexa e inventiva máquina que permitiu a retirada e transporte da escultura (originalmente desenhada por Armand Florimond Mimerel em 1836), também representado pela enorme maquete que a artista concebeu. A intensa alusão ao investimento da apropriação simbólica do colonizado encontra nesta  obra uma importante expressão.

2017 ,مسلّة Tela, pinho, ferro pintado, latão, impressão jato de tinta sobre papel fotográ co colado em alubond, caneta de gel sobre fotocópia em papel fotográfico. Fotografia de Jorge das Neves

2017 ,مسلّة
Tela, pinho, ferro pintado, latão, impressão
jato de tinta sobre papel fotográ co colado em alubond, caneta de gel sobre fotocópia em papel fotográfico.
Fotografia de Jorge das Neves