Francis Alÿs

Artista nascido em Antuérpia e residente no México desde 1986, Francis Alÿs tem vindo a desenvolver um trabalho no qual as preocupações sociais e políticas se manifestam através de uma fina poética, por vezes quase tributária de Samuel Beckett. Com uma atenção focada em situações de fronteira em que a identidade e a resistência se jogam no limiar da sobrevivência, Alÿs propõe situações performativas, muitas vezes ancoradas antro-pologicamente na condição de grupos ou comunidades frágeis, emocional, política
ou socialmente periféricas.

A obra que apresenta na bienal é um trabalho de texto no qual são listados pensa-mentos sobre acontecimentos relacionados com artistas localizados em 1943, a meio da Segunda Guerra Mundial.  Começando com uma referência ao pintor italiano Giorgio Morandi e terminando com o nascimento de Blinky Palermo nos destroços de Leipzig, Alÿs desenha o mapa de um mundo em colapso, imaginado a partir da sua própria subjetividade e de momentos da história dos artistas modernos.

1943, 2012 Texto em vinil autocolante © Art Gallery of Ontario, 2017 Cortesia do artista e David Zwirner, Nova Iorque e Londres Fotografia de Jorge das Neves

1943, 2012
Texto em vinil autocolante
© Art Gallery of Ontario, 2017
Cortesia do artista e David Zwirner, Nova Iorque e Londres
Fotografia de Jorge das Neves