Gabriela Albergaria

O trabalho artístico de Gabriela Albergaria lida com a circulação das espécies vegetais no mundo a partir da expansão europeia e, posteriormente, durante o período colonial. A migração das plantas, a historicidade da sua inventariação e catalogação, e a formação dos jardins, quer de estudo, quer lúdicos, são marcas de processos sociais, políticos e estéticos. É a partir desta reflexão e estudo que a artista constrói a sua obra, muitas vezes dedicada à questão do território e da paisagem. A sua participação na bienal Anozero constrói-se sob a forma de um workshop relativo à envolvente do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, aberto a estudantes de arte e de arquitetura e que conta ainda com a participação de arquitetos e arquitetos paisagistas. Durante esse workshop, são tratadas as determinações da construção do espaço e a ligação entre os procedimentos da arte e da arquitetura, resultando num conjunto de documentos e de memórias de ações que irão ocupar uma das salas do Mosteiro.

 

 

Fotografia Jorge das Neves

Fotografia Jorge das Neves

Materiais encontrados no exterior e interior do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova. Classificados e agrupados numa forma paralelepipédica compacta, ocupando o espaço vazio da mesa de trabalho usada durante o workshop Fotografia Vitor Garcia

Materiais encontrados no exterior e interior do
Mosteiro de Santa Clara-a-Nova. Classificados
e agrupados numa forma paralelepipédica
compacta, ocupando o espaço vazio da mesa
de trabalho usada durante o workshop
Fotografia Vitor Garcia