Gustavo Sumpta

Com uma trajetória que se tem estendido pela escultura e pela performance, Gustavo Sumpta desenvolve um percurso tomado pelas ideias de tensão e de fragilidade materializadas em objetos e situações que se podem desenvolver em escalas muito diversas, desde a dimensão do corpo até à escala urbana. Essas diferentes escalas implicam, também, diferentes consequências no trabalho, que se pode dedicar a processos radicalmente subjetivos, ou possuir um eco social, ou, por vezes, ambas as coisas. Para a bienal de Coimbra, Gustavo Sumpta desenvolveu dois projetos: uma intervenção escultórica de parede a partir da multiplicação de uma escultura que mimetiza uma navalha em estrela, pertencente a uma tipologia utilizada por grupos marginais ou gangues. Trata-se, no entanto, de uma escultura de bronze fundido, uma representação que não deixa de possuir um poder remissivo, mesmo quando é colocada numa composição escultórica. No dia 15 de dezembro, será apresentada a performance Levantar o Mundo, uma ação que envolve elementos de massa, volume e peso fortemente contrastantes, encenando situações de equilíbrio paradoxais e presentificando mais uma vez os contrastes e tensões que constituem a sua forma de ver o mundo.

"Metal sonante", 2017 Série de treze esculturas de bronze Fotografia de Jorge das Neves

“Metal sonante”, 2017
Série de treze esculturas de bronze
Fotografia de Jorge das Neves