Jimmie Durham

Artista norte-americano cuja atividade se tem repartido entre a escultura e a performance, Jimmie Durham desenvolve um intenso pensamento crítico sobre a relação do indivíduo com a comunidade, posição que se liga com a sua prática de ativista político socialmente empenhado. Desde há longo tempo residente na Europa, Jimmie Durham nunca deixou de referir no seu trabalho a sua origem de nativo–americano, produzindo obras em escultura, vídeo e performance que possuem, no entanto, uma poderosa reverberação transcultural.

A obra que é apresentada na bienal é uma instalação vídeo na qual o artista convoca, frente a frente e fazendo o espectador passar entre os registos, memórias de canções afetivamente carregadas, positiva e negativamente. Como exercício de mergulho na memória, parece configurar uma redenção e ajuste de contas com o passado, aqui corporalizado na memória da música popular, mas transponível para dimensões muito mais amplas da existência.

Songs of my Childhood, Part One: Songs to Get Rid Of, Part Two: Songs to Keep, 2014 Instalação vídeo 2 canais, 2 DVD PAL, 11’51’’ (cada), cor, som (loop). Cortesia da Galerie Barbara Wien, Berlim. Fotografia de Jorge das Neves

Songs of my Childhood, Part One: Songs to Get Rid Of, Part Two: Songs to Keep, 2014 Instalação vídeo 2 canais, 2 DVD PAL, 11’51’’ (cada), cor, som (loop).
Cortesia da Galerie Barbara Wien, Berlim.
Fotografia de Jorge das Neves