Sara Bichão

Com uma trajetória ainda necessariamente curta, Sara Bichão tem vindo a desenvolver um percurso que cruza escultura, desenho, som e performatividade. As obras que apresenta na bienal Anozero lidam de diversas formas com questões de apropriação, reconversão e transformação de objetos que, em si mesmos, possuem uma história relacional.

Qualquer das esculturas incorpora materiais ou peças que foram submetidos a uma recontextualização, que possuem (e inevitavelmente guardam) memórias e histórias que se convertem numa ficção formal e material. As obras de Sara Bichão estão frequentemente relacionadas com um processo pessoal que envolve uma qualquer dimensão peripatética, um exercício, como caminhar, que se converte numa prática, transportando, assim, uma componente performativa para a obra. Uma das obras apresentadas é o resultado de uma colaboração com a artista francesa Manon Harrois — numa residência artística que ambas realizaram — e consiste numa escultura que configura um abrigo. A obra é reconfigurada cada vez que é apresentada.

 Vara/Wand, 2015 Madeira, tecido, tinta acrílica e LED verde. Fotografia Jorge das Neves


Vara, 2015
Madeira, tecido, tinta acrílica e LED verde.
Fotografia Jorge das Neves